Alimentação Infantil: tudo o que você precisa saber sobre nutrição

    Alimentação infantil: tudo o que você precisa saber sobre nutrição

    A alimentação infantil deve ser uma preocupação para os pais e responsáveis pela criança. Uma dieta balanceada tem um papel importante no desenvolvimento do corpo de maneira saudável e também para evitar futuras doenças. Diabetes e problemas cardiovasculares são alguns exemplos de enfermidades que podem afetar os pequenos, caso haja consumo exagerado de açúcar por longo tempo, por exemplo.

    Fazer boas escolhas alimentares é fundamental para o desenvolvimento físico e psicológico esperado para cada fase da infância. Com a ingestão adequada de nutrientes essenciais, a criança cresce com o sistema imunológico fortalecido, prevenindo-se contra agentes patológicos e até doenças hereditárias. Além disso, ditar hábitos saudáveis desde bebê tende a influenciar a rotina alimentar para o resto da vida.

    Contudo, a falta de conhecimento em nutrição pode gerar dúvidas na hora de escolher um cardápio saudável para os pequenos, especialmente a partir dos 4 anos, época em que geralmente as crianças já consomem uma variedade maior de alimentos. E convencer os pequenos sobre uma nova rotina alimentar também não costuma ser tarefa fácil. 

    Pensando nisso, criamos este guia para falar com você sobre a importância da alimentação infantil balanceada. Também vamos explicar como esse processo deve ser feito e compartilhar dicas práticas para incentivar a nutrição saudável. Confira!

    Qual a importância de uma alimentação equilibrada para crianças?

    Dietas com excesso de açúcar deixam as crianças com alta energia, mas, após a diminuição do nível de açúcar, elas tendem a ficar desanimadas e fatigadas. Sem contar que os pequenos ficam mais suscetíveis às doenças causadas por esse desequilíbrio.

    Em contrapartida, uma alimentação saudável, com verduras, frutas e legumes, fornece vitaminas, proteínas e sais minerais para o bom desenvolvimento físico e cerebral. O desempenho na escola e na prática de atividades esportivas, a realização de tarefas diárias e até o momento de dormir melhoram com a manutenção da dieta balanceada.

    Um cardápio diário rico e variado também contribui para o desenvolvimento de um paladar mais aprimorado e, com o tempo, a criança passa a ter mais facilidade para experimentar novos sabores. Conforme o crescimento do pequeno, a personalidade e as preferências começam a ser definidas. Por isso, é importante começar logo a inserir hábitos saudáveis nas refeições das crianças.

    O papel e o exemplo da família são essenciais para propiciar e incentivar a alimentação saudável para a criança. O ideal é traçar um plano para chegar a esse objetivo. O primeiro passo é reconhecer os sinais de fome e saciedade e a capacidade de controle que cada pequeno tem em relação a si mesmo sobre a alimentação. Essas ações definirão o comportamento alimentar da criança.

    Além desses cuidados, outra boa prática é considerar a adequação dos alimentos, como textura, cor, consistência e variedade, para garantir a qualidade da refeição. Somado a isso, fazem parte do processo a boa educação à mesa e o uso apropriado de talheres e copos, sempre respeitando a idade e a velocidade de aprendizado da criança.

    Em alguns casos, a alimentação diária não é o suficiente para suprir todas as necessidades de nutrientes de um indivíduo. Por isso, o complemento alimentar pode ser um grande aliado da nutrição infantil. Falaremos mais sobre isso ao longo do conteúdo. 

    Como a alimentação pode influenciar o crescimento?

    Dentre vários fatores, a nutrição desempenha um papel fundamental para o adequado crescimento infantil, pois alguns nutrientes são essenciais para garantir esse processo, como: proteínas, cálcio, ferro, zinco e vitamina D. Por isso, a orientação de uma dieta balanceada rica em nutrientes pode influenciar no crescimento linear das crianças. Lembramos que os gráficos de crescimento utilizados rotineiramente pelos pediatras são importantes para acompanhar o crescimento infantil e indicar sinais de alerta.

    Participação da família

    O papel da família no desenvolvimento alimentar infantil é uma questão crucial a ser observada. As ações dos parentes e o ambiente de convívio influenciam a experiência da criança sobre o alimento, resultando na memória que ela terá sobre os alimentos.

    Por isso, proporcionar uma boa vivência para a criança trará lembranças importantes sobre a hora das refeições. Comer com a família à mesa, consumindo os mesmos alimentos que os pais e compartilhando momentos memoráveis, fará com que a criança relacione a alimentação a sensações positivas.

    O exemplo que os pais dão nesse processo é fundamental. Com isso, é interessante orientar os filhos levando informações importantes sobre os alimentos e tendo um bom hábito alimentar como exemplo. Tudo isso influenciará positivamente a alimentação na infância. Lembre-se: no aspecto alimentar, as crianças tendem a ser o espelho dos adultos que convivem com elas.

    Alimentação tranquila

    Segundo o blog da Unicamp, neofobia alimentar é o medo de experimentar alimentos novos. Atinge, principalmente, crianças de 2 a 7 anos e, em alguns casos, a situação pode se estender até a fase adulta. As principais causas dessa rejeição a alimentos podem ser:

    • hereditariedade: quando as crianças têm pais com neofobia alimentar;
    • hipersensibilidade: quando os pequenos sentem com mais intensidade o gosto amargo de alguns tipos de frutas, verduras e legumes;
    • distúrbios alimentares;
    • práticas alimentares restritas e/ou emoções negativas ligadas a alguma refeição.

    Não é considerado adequado forçar as crianças a comerem os alimentos, em especial se isso envolver recompensas. Apesar de ser uma prática comum, em longo prazo, essa rotina surtirá efeito negativo sobre a saúde do pequeno, assim como nos seus hábitos alimentares. Isso propicia que a criança associe sempre a boa alimentação com sensações negativas e, por outro lado, favorece que ela associe doces e comidas pouco saudáveis a sensações positivas.

    Por isso, a paciência é o segredo. Além de fazer novas tentativas de oferecer o alimento, variar as receitas também é uma forma de tornar os pratos mais atrativos. Vale, então, reforçar: invista em criar uma boa experiência durante as refeições. Ao expor o alimento, procure oferecer um momento prazeroso para os filhos, relacionando frutas, vegetais e legumes a momentos divertidos, engraçados e criando uma boa memória sobre isso.

    Como deve ser a alimentação infantil?

    Ao longo do processo de crescimento, o cuidado com a nutrição vai influenciar de diferentes maneiras a vida de cada criança. Por isso, dar atenção à alimentação ideal para cada fase da infância é essencial. Conforme a pirâmide alimentar infantil, existem alimentos específicos com a quantidade de porções ideais para cada idade. Entenda melhor a seguir.

    Primeiro semestre de vida

    Nessa fase, a alimentação é focada no leite materno. Essa é o único alimento capaz de suprir todas as necessidades de nutrientes essenciais para o desenvolvimento do bebê.

    Além disso, a amamentação é um ato de conexão com o filho e supre, inclusive, necessidades emocionais da criança. Sendo assim, dependendo da duração, a prática pode ter ligação positiva com futuros hábitos alimentares saudáveis.

    Na impossibilidade de oferecer o leite materno, a recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria, é buscar uma alimentação com uma fórmula específica para bebês nessa idade, de acordo com a orientação e indicação de um profissional de saúde.

    De 6 a 11 meses

    Depois do primeiro semestre, inicia-se a alimentação complementar à amamentação para suprir todas as necessidades da criança. Esse é o momento de começar a incluir novos alimentos de forma progressiva para o bebê começar a sentir novos sabores e texturas de maneira a complementar o leite materno. Segundo especialistas, o ideal é amamentar até os dois anos ou mais.

    Nesse caso, é importante lembrar que a introdução da alimentos complementares não é de alimentos considerados precoces, como leite integral, alimentos ricos em carboidratos simples, com baixa caloria, sal e açúcar em excesso.

    Além disso, a pirâmide alimentar infantil sugere que, nesta fase, a criança coma até 3 porções diárias de carboidratos, que podem variar entre cereais, pães, tubérculos, raízes, 2 porções de verduras e legumes, 3 porções de frutas, até 2 porções de carnes e/ou ovos, 2 porções de óleos e, por fim, 1 porção de feijão.

    De 1 a 2 anos

    Durante essa fase, a manutenção do aleitamento materno ainda é importante para o desenvolvimento e prevenção de doenças. No entanto, a criança já está mais madura para ampliar o cardápio, com a adição de mais porções, conforme a pirâmide alimentar infantil.

    Desde que tenha uma refeição saudável, os alimentos preparados para a família podem ser oferecidos à criança, segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria. Eles já podem estar na mesma consistência da família ou cortados em pequenos pedaços para sempre estimular a mastigação, e sem temperos picantes.

    Neste momento, dependendo da oferta ou não do leite materno, pode ser recomendada a oferta de até 3 porções de leite e derivados. Aumentam para 5 porções diárias os cereais, pães, tubérculos e raízes. Já as frutas saltam para 4 porções.

    Idade pré-escolar e escolar

    A fase pré-escolar, entre 2 e 6 anos, segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, é um período essencial, em que o foco é monitorar o crescimento e o desenvolvimento da criança e acompanhar o possível surgimento de distúrbios nutricionais. Nessa fase, a criança começa a criar os próprios hábitos alimentares. A rotina de refeições desse momento refletirá sobre a saúde no futuro, logo, é bem importante priorizar a nutrição adequada, de modo a dar suporte para que a criança tenha um bom desenvolvimento.

    Já a fase escolar é uma época de transição da infância para a adolescência, englobando a faixa etária entre 7 a 10 anos. Nesse período, a criança está em intenso ritmo de atividades e em desenvolvimento cada vez maior da independência alimentar. Nesse momento, além da família, a escola tem um papel importante na educação para o consumo de alimentos. A instituição escolar também tem o compromisso de estimular bons hábitos, mostrando atitudes positivas e, consequentemente, formando estudantes para uma melhor qualidade de vida. Um aluno com disposição e desenvolvimento cognitivo saudável consegue ter mais concentração nos estudos e nas tarefas.

    Segundo a Cartilha de Orientação Nutricional, a falta de apetite que pode ocorrer na fase pré-escolar é substituída por uma fome consideravelmente alta na fase escolar. Sendo assim, os pais devem ter atenção quanto às refeições, principalmente a ingestão de cálcio, que pode ser reduzida nesse período. Além do mais, a oferta adequada de ferro deve ser observada pelos pais, para evitar a anemia ferropriva.

    Nesta fase, segundo a pirâmide alimentar infantil, a recomendação de porções do grupo das frutas e óleos muda em comparação à faixa entre 1 e 3 anos. Por exemplo, as frutas passam de 4 para 3 porções diárias.". Os óleos e gorduras vão de duas para uma porção diária. Conforme o desenvolvimento da criança até a adolescência, é comum que essas porções aumentem, chegando entre 5 a 9 porções diárias no grupo de carboidratos, por exemplo. Em caso de dúvidas, consulte seu pediatra ou nutricionista para mais informações sobre alimentos, quantidade e o tamanho de cada porção indicados para o seu filho.

    Como funciona o consumo dos complementos alimentares?

    Dependendo da fase em que a criança se encontra, a quantidade e/ou a variedade da alimentação diária, mesmo balanceada, pode não ser suficiente para suprir a demanda de nutrientes de que seu corpo precisa. Muitas vezes, os pequenos resistem às refeições variadas e demoram para se adaptar a novos sabores e texturas, até que o paladar aceite o consumo de determinados alimentos.

    Por isso, os complementos alimentares, quando recomendados, podem ser uma boa opção para os pais que enfrentam essa situação. Eles servem para complementar micronutrientes para o bom funcionamento do organismo. O objetivo é não deixar de fornecer nutrientes importantes para essa fase de intenso crescimento e desenvolvimento.

    Em razão disso, é possível encontrar diversos produtos que oferecem nutrientes para as mais variadas situações, como: atraso do crescimento, desnutrição, intolerância à lactose e baixo peso. As fórmulas podem conter, por exemplo, vitaminas, ferro, proteínas, minerais e cálcio.

    Para casos mais graves, é sempre recomendado a consulta com nutricionista ou médico especialista em alimentação infantil para indicar o melhor tratamento.

    Conheça os nutrientes ideais para a infância

    Saiba qual é o papel de cada um dos principais nutrientes no desenvolvimento da criança:

    • vitamina A: fortalece a imunidade, a saúde óssea e a visão;
    • vitamina C: fortalece a imunidade;
    • vitamina D: ajuda no metabolismo, na saúde dos ossos e na imunidade;
    • cálcio: fortalece os ossos e dentes;
    • ferro: ajuda no crescimento, além de prevenir doenças como anemia;
    • proteína: fortalece músculos e articulações;
    • carboidrato: fonte de energia.

    Como incentivar o consumo de verduras e legumes?

    A tarefa de estimular a criança ao consumo de alimentos saudáveis não é fácil. Apesar da recomendação da American Society for Nutrition de oferecer a refeição ao menos 12 vezes antes de a criança rejeitá-la completamente, de maneira geral, os pais desistem entre a terceira ou quarta tentativa. Isso porque a experiência costuma envolver gritos e choros. Lembre-se: a persistência e a paciência são fatores essenciais no processo.

    Outra questão, que precisa ser retomada, é o exemplo que os pais devem dar aos filhos. Se os próprios pais resistem a começar hábitos alimentares mais saudáveis, por que os filhos deveriam?

    Outro ponto de atenção está no preparo das refeições. Com a rotina diária, às vezes, pode ser difícil separar um horário considerável para cozinhar. É preciso dedicar um tempo para escolher os alimentos ideais, prepará-los e servi-los. No entanto, uma consulta com nutricionista e até uma pesquisa rápida na internet podem abrir portas para muitas receitas rápidas, práticas e saudáveis.

    Outra forma de incluir os alimentos no dia a dia da criança de maneira divertida é cozinhar junto com ela. Tarefas simples, que não envolvam atividades de risco e uso de utensílios perigosos, podem ser uma experiência prazerosa para fazer junto com os filhos. Provavelmente, eles vão querer provar o que cozinharam.

    Como lidar com o consumo de doces?

    A compulsividade por doces pelas crianças é um ponto de atenção. O açúcar pode trazer diversos males de saúde, como transtornos alimentares, câncer, diabetes e doenças cardiovasculares.

    Diante disso, a preocupação com a alimentação infantil faz com que os pais diminuam os doces nas refeições. No entanto, pode haver resistência ao tirar esses alimentos, especialmente quando já fazem parte do dia a dia do pequeno.

    No Brasil, é comum o costume de presentear os filhos com doces ou oferecer sobremesas como forma de recompensa. A melhor forma de começar a (re)educá-la é parar de oferecer doces como forma de recompensa, além de não ter o hábito de ter este tipo de alimento dentro de casa.

    Inicialmente, o recomendado é não cortar inteiramente o doce do cardápio, mas, ao mesmo tempo, não o supervalorizar. Fazer com que a criança perca o interesse nas guloseimas, desviando sua atenção para isso, é uma das formas mais corretas de diminuir o consumo de doces. Se o pequeno já tiver o hábito de comer muitos doces regularmente, experimente fazer substituições por versões mais saudáveis, para que não seja totalmente prejudicial à saúde dele. Assim, a mudança alimentar poderá ser feita de modo mais tranquilo, sem gerar grandes transtornos.

    Dicas práticas para o dia a dia

    Em 2020, o Ministério da Saúde disponibilizou a segunda edição da Caderneta da Criança: Passaporte da Cidadania, que traz Dez Passos para uma Alimentação Adequada e Saudável - Crianças de 2 anos a 9 anos. São eles:

    • PASSO 1. Fazer de alimentos in natura ou minimamente processados a base da alimentação.
    • PASSO 2. Utilizar óleos, gorduras, sal e açúcar em pequenas quantidades ao temperar e cozinhar alimentos e criar preparações culinárias.
    • PASSO 3. Limitar o consumo de alimentos processados.
    • PASSO 4. Evitar o consumo de alimentos ultraprocessados.
    • PASSO 5. Comer com regularidade e atenção, em ambientes apropriados e, sempre que possível, com companhia.
    • PASSO 6. Fazer compras em locais que ofertem variedades de alimentos in natura ou minimamente processados.
    • PASSO 7. Desenvolver, exercitar e partilhar habilidades culinárias.
    • PASSO 8. Planejar o uso do tempo para dar à alimentação o espaço que ela merece.
    • PASSO 9. Dar preferência, quando fora de casa, a locais que servem refeições feitas na hora.
    • PASSO 10. Ser crítico quanto a informações, orientações e mensagens sobre alimentação veiculadas em propagandas comerciais.

    Como vimos, pode ser um tanto quanto difícil manter uma alimentação infantil equilibrada, mas, com as dicas certas, todo o processo valerá a pena. A necessidade, principalmente, em tempos de pandemia, de manter o metabolismo da criança saudável pode ser mais desafiador para os pais. Por isso, um complemento alimentar, como o Sustagen Kids, pode ser um aliado.

    Rico em nutrientes, esse complemento alimentar para crianças maiores de 4 anos, oferece 96% das necessidades diárias de vitamina D e 67% das necessidades diárias de vitamina C, além de outros nutrientes, como zinco e ferro. Pode ser encontrado nos sabores chocolate, baunilha e morango. Confira aqui algumas receitas gostosas e divertidas com Sustagen Kids!

    Sustagen Kids não substitui a alimentação saudável e balanceada. Seu consumo deve estar associado a uma dieta equilibrada e hábitos de vida saudáveis. Consulte sempre um médico ou nutricionista. NÃO CONTÉM GLÚTEN.

    Encontre as referências bibliográficas completas nesta seção do nosso site: https://www.sustagenkids.com.br/referencias-bibliograficas/

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